A integração de uma API Verifactu com um ERP torna-se mais simples quando o fluxo é definido antes das chamadas HTTP. O ERP conhece o cliente, as linhas e os valores; o conector deve transformar esses dados de forma consistente e manter uma relação verificável com cada operação externa.
Comece por um mapa de dados
Prepare uma tabela que relacione cada dado da fatura com o campo correspondente da API: emitente, destinatário, identificação do documento, datas e valores. Indique o formato, a origem e a validação de cada campo. Confirme as regras nas tabelas da documentação e evite copiar exemplos de outras operações sem analisar as diferenças.
Separe rascunho, emissão e resultado
Um utilizador pode editar um rascunho várias vezes. Defina em que momento o sistema considera a fatura emitida e coordene aí a integração de acordo com os requisitos aplicáveis. Mantenha estados distintos para a fatura comercial e para o seu processamento externo. A entrega de um pedido ao serviço e o resultado posterior não devem ser apresentados como o mesmo evento.
Conserve identificadores e evite conflitos
Guarde a relação entre a empresa, o documento local e o identificador devolvido pela API. Se dois processos tentarem trabalhar sobre a mesma fatura, os controlos de concorrência da aplicação devem impedir operações duplicadas. Perante uma resposta incerta, consulte o estado disponível antes de repetir o pedido; não presuma uma chave de idempotência se não estiver documentada.
- Valide formatos e valores antes do envio.
- Registe o resultado técnico sem expor credenciais.
- Mostre ao operador quais os documentos a rever.
- Confirme que cada resposta pertence à empresa correta.
Teste a reconciliação desde o início
Crie uma vista que permita comparar faturas locais e operações externas. É particularmente útil depois de uma interrupção ou de uma alteração de estado. Uma integração sustentável combina automatização com um procedimento claro para exceções, sem adiar a recuperação de dados até à entrada em produção.